Intervenções tecnológicas para lesões medulares

No passado, as lesões medulares eram tidas como irrecuperáveis, sendo ocasionada dependência permanente para quem fosse diagnosticado com tal problema. Hoje, entretanto, a união da medicina e da tecnologia avançada, baseada em muitos estudos, são capazes de devolver os movimentos de paraplégicos e tetraplégicos, com variações no período de tratamento para que tal resultado seja alcançado, com maior ou menor intensidade na recuperação.

Recentemente, milhões de brasileiros tomaram conhecimento do exoesqueleto, tecnologia robótica usada para auxiliar na movimentação de paraplégicos – conhecido como projeto “Andar de Novo” e desenvolvido pelo cientista Miguel Nicolelis. Há um outro projeto que consiste na devolução de movimentos para pessoas com lesão medular que está sendo desenvolvida na Universidade de São Paulo (USP), que se baseia em técnicas de estimulação elétrica.

O professor Alberto Cliquet fica responsável por esse trabalho, que é realizado no Laboratório de Biocibernética e Engenharia de Reabilitação da USP. Além disso, conta com parcerias voltadas para esse setor. O professor explica que a maioria dos voluntários realizam movimentos por meio de aparelhos e protocolos de estimulação neural.

O sistema nervoso do voluntário recebe eletrodos, cuja finalidade é enviar pequenas descargas elétricas. A técnica é conhecida como Estimulação Elétrica Neuromuscular (EENM). Com isso, os resultados têm se mostrado positivos, uma vez que, em alguns casos, pacientes com lesões medulares recuperaram, de forma variada, os movimentos; tiveram redução em alguns sintomas patológicos que podem ser ocasionados pela incapacidade motora; e, até mesmo, recuperação nas funções cardiopulmonares.

A Fisioterapia é parte essencial e totalmente indispensável no tratamento deste tipo de lesão. O fisioterapeuta avalia e reavalia o paciente constantemente e, conforme as suas necessidades, traça um programa de tratamento específico. Com as técnicas desse profissional, doenças como úlceras de pressão ou escaras, que são feridas que podem acometer pessoas com alteração de sensibilidade e de movimentação, - assim como encurtamentos musculares e a rigidez articular podem ser prevenidas.